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Pará fortalece protagonismo no agro com expansão da soja, cacau, pecuária e exportações

Dados apontam crescimento do Valor Bruto da Produção, avanço da cacauicultura, diversificação nas exportações e aumento do crédito rural no Estado

Publicado em 24/04/2026 05:01 · Paragominas
Pará fortalece protagonismo no agro com expansão da soja, cacau, pecuária e exportações

O Pará consolida sua posição como um dos estados de maior dinamismo do agronegócio brasileiro, com destaque para a expansão da soja, o fortalecimento da cacauicultura, a relevância da pecuária e o avanço das exportações agropecuárias. Dados recentes da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), do IBGE e do Comex Stat mostram que o setor segue como vetor estratégico para a economia paraense, combinando crescimento produtivo, diversificação e maior presença no mercado externo.

Em 2025, a agropecuária paraense apresentou projeção de crescimento de 16,85% no Valor Bruto da Produção (VBP), podendo alcançar R$ 45,12 bilhões até o fim do ano. Desse total, R$ 26,48 bilhões correspondem às lavouras e R$ 18,65 bilhões à pecuária, consolidando o Pará como líder da região Norte nesse indicador. Entre os principais produtos agrícolas, a soja aparece na frente, com valor estimado em R$ 8,40 bilhões, seguida pelo cacau, com R$ 8,14 bilhões, mandioca, milho e banana.

Na lavoura permanente, o cacau ganhou ainda mais força. Em 2024, o produto liderou o valor da produção desse segmento no Pará, respondendo por 37,4% do total, com crescimento expressivo de 259,3% em relação ao ano anterior. O estado também manteve destaque nacional na produção de cacau, além de seguir como referência em cadeias tradicionais como açaí, mandioca e dendê.

A soja, por sua vez, permanece como o principal produto da lavoura temporária paraense. Em 2024, respondeu por 47,7% do valor da produção desse grupo, movimentando cerca de R$ 7,3 bilhões. O milho ocupou a terceira posição entre as lavouras temporárias, com participação de 10,2%, embora tenha registrado queda de 25,9% no valor da produção em comparação com 2023.

No comércio exterior, a soja continuou sendo o principal item agropecuário exportado pelo Pará em 2024. Em valor, o grão somou US$ 1,51 bilhão, representando 44,1% das exportações agropecuárias do estado. Apesar da liderança, houve recuo de 9% em relação a 2023. O milho também perdeu força, com queda de 59%, encerrando 2024 com US$ 164,5 milhões exportados e participação de 4,8% na pauta.

Ao mesmo tempo, a pauta exportadora do agro paraense passou por um processo de diversificação. As carnes bovinas congeladas cresceram 42,2%, alcançando US$ 678,2 milhões, enquanto os bovinos vivos avançaram 113,7%, somando US$ 480,9 milhões. Esse movimento reforça a importância crescente da proteína animal na economia do campo paraense.

Em volume, soja e milho seguiram como bases da exportação agropecuária. A soja respondeu por 68,5% do volume exportado em 2024, com crescimento de 9,1%, enquanto o milho ficou com 16,4%, mesmo após queda de 52,2% frente ao ano anterior. No ranking nacional de volume exportado pelo setor agropecuário, o Pará ficou na 11ª posição, com 5,1 milhões de toneladas e participação de 3%.

Entre os municípios, Redenção assumiu a liderança nas exportações agropecuárias paraenses em 2024, com 30,6% do volume estadual, seguida por Paragominas, com 27,6%, e Barcarena, com 14,6%. Santarém, que aparece entre os principais polos exportadores, registrou retração no período, mas manteve participação relevante na logística e no escoamento da produção.

O avanço do setor também está associado ao aumento dos investimentos e do crédito rural. Em 2024, o Pará acessou R$ 9,1 bilhões em crédito rural, equivalente a 2,4% da carteira nacional. Desse montante, cerca de R$ 2,1 bilhões foram destinados a componentes tecnológicos e inovativos, incluindo correção de solo, máquinas, implementos, estruturas produtivas e melhorias nas propriedades rurais.

Com esse desempenho, o Pará reforça seu papel como uma das novas fronteiras do agro brasileiro, sustentado pela expansão de grãos, pela força da cacauicultura, pela pecuária, pela ampliação da infraestrutura de escoamento e pelo uso crescente de tecnologia no campo. O desafio, agora, é manter o crescimento com ganhos de produtividade, agregação de valor e sustentabilidade ambiental.

Autoria: Redação
Imagem: Imprensa Amazônica / Divulgação

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